Sem caixa-preta

Como o Mentis mede

A pontuação que você recebe não é mágica nem opinião. Ela vem de modelos psicométricos publicados, aplicados de forma transparente — e com os limites que um teste online honestamente tem.

Calibração por IRT 2PL

Cada item tem dois parâmetros estimados: dificuldade (em que nível de habilidade ele separa quem acerta de quem erra) e discriminação (quão bem ele distingue habilidades próximas). Isso é o modelo logístico de dois parâmetros (2PL) da Teoria de Resposta ao Item.

Na prática: itens diferentes pesam diferente. Acertar uma questão muito discriminativa diz mais sobre você do que acertar uma fácil — e o score reflete isso, em vez de só contar acertos.

Estrutura cognitiva: modelo CHC

Organizamos as capacidades pela teoria Cattell–Horn–Carroll (CHC), o consenso contemporâneo em psicometria cognitiva. Em vez de um único número solto, o resultado se decompõe em domínios (raciocínio fluido, capacidade visual-espacial, raciocínio quantitativo e afins).

É por isso que o relatório avançado mostra um perfil por dimensão: duas pessoas com o mesmo QI total podem ter forças bem diferentes.

Norming transparente

Um QI só significa algo em relação a uma população de referência. Por construção, a média é 100 e o desvio-padrão é 15. Não inflamos a escala para entregar números bonitos.

A amostra de norming está em calibração contínua. Quando a base de referência muda, dizemos — em vez de fingir uma precisão que ainda não temos.

Score com intervalo de confiança

Toda medida tem erro. Reportamos seu resultado como uma faixa (intervalo de confiança), não como um ponto falsamente exato. "Entre 108 e 118" é mais honesto — e mais útil — do que cravar "113".

Quanto mais itens você responde, mais estreita fica essa faixa. A medição adaptativa busca exatamente isso: reduzir a incerteza com o menor número de perguntas.

Limitações honestas

Um teste online não é um diagnóstico clínico. É uma estimativa da sua posição relativa numa população, sujeita a contexto: cansaço, ambiente, familiaridade com o formato e idioma influenciam.

Não medimos criatividade, inteligência emocional, caráter ou potencial de vida. Medimos o que dá para medir com rigor — e somos explícitos sobre o resto. Para decisões clínicas, procure um psicólogo.

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